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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano novo, sentimento velho.

Daqui três dias é ano novo. Queria te ligar e te desejar feliz ano novo, e comemorar o que seria o nosso primeiro ano de amizade… Mas sei que você não vai atender. Sei que os primeiros dias serão os mais difíceis desse próximo ano, pois foi quando te conheci e tudo começou acontecer. Você vai fazer tanta falta, como ainda faz. Só de pensar nisso já dá um aperto no peito, e o olho enche de água. Não há nada que eu possa fazer pra mandar essa saudade embora de mim, ela já fez morada. Queria poder te dizer que todas as “más palavras” que te disse, foram ditas por dizer. Por raiva, pura raiva. Eu sou inconstante, você deve saber. Mas eu sei que tenho como certeza, mesmo que deep inside, a ansiedade pela sua volta. Por mais que não deva acontecer. Por mais que você sequer se lembre. 
Às vezes dá raiva. De tanta falta que você faz. Por eu ainda não ter me encontrado, de volta - já que me encontrei tanto em você, já que em você eu quis fazer morada. Por você não mudar de ideia, e voltar. Por você não engolir o orgulho, e esquecer dos ferimentos que - talvez - eu causei. E se causei, essa nunca foi a minha intenção. Não realmente. Se algum dia foi realmente a sua vontade voltar e fazer as coisas voltarem a ser como antes, não entendo por que agora não pode ser mais assim. Eu sei que provavelmente disse algo que te fez mudar de ideia. Talvez toda a minha fúria. Mas você não soube que ela iria passar? Ela passou, e você sabe disso. 
Me sinto uma carente necessitada indo atrás de você todas essas vezes, e por isso, parei de correr atrás. Já que também você só soube dizer não. Mas isso não quer dizer que eu desisti de que você volte, não. Passa longe. Já disse que não vou desistir de você. E queria que não tivesse desistido de mim, também. 
Mas parece que você sempre termina desistindo das coisas, e não sei por que continuo insistindo. 
Faz o seguinte: me traz você de ano novo, e afasta esses meus pensamentos negativos. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução.

De certa forma, é acolhedor olhar em volta e ver que não sou a única a sentir tanta saudade dentro do peito. Pelo contrário, ultimamente parece que o mundo se abriu ao meio e foi preenchido com saudade, nostalgia, amargura e dor. E tudo isso é tão ruim. Ver as pessoas sentindo saudades insuportáveis que não podem ser curadas; ver a amargura que toda essa saudade deixa; ver essa nostalgia sem fim que traz mais saudade, e ver o mundo cada vez mais preenchido com dor. O que tem acontecido com as pessoas? Por que ultimamente elas estão causando tanta dor às outras? É o egoísmo de pensar só em si mesmo? É machucar para não se machucar no fim? Pra quê tudo isso? Estou começando à ficar com medo. Medo de que um dia finalmente não poderei abaixar os muros que agora envolvem a minha alma e o meu coração por causa de toda essa saudade. Medo de que as pessoas se tornem cada vez mais egoístas, e machuquem cada vez mais às outras, e que no final só reste a dor. Que viver se iguale à dor. Que respirar doa profundamente, e que cada suspiro faça-me desejar para que seja o último. Dá medo de que um dia às pessoas não ‘melhorem’. É triste vê-las acabando com as outras e sequer se importar. Sequer sentir. Pois enquanto umas morrem de saudade, outras exalam arrogância. E o orgulho domina sem precisar de vencer qualquer luta que seja. E o mundo vai se tornando cinza, vai esfriando… Até congelar. E nem orgulho nem arrogância vai derreter qualquer gelo. E muito menos trazer qualquer cor de volta.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Querido,

A verdade é que já tem um bom tempo que não te escrevo… Mas aparecestes em meus sonhos esta noite. E ponderei sobre nossas velhas lembranças. Aquelas, das tardes em que passávamos juntos vendo filmes. O que eu posso dizer? Senti uma pontada de saudade. Até hoje não me esqueci de quando estávamos deitamos, e fizeste carinho em meu braço. Também não esqueço daquele abraço… o da despedida. Queria que tivesses me abraçado forte. (…) Vez ou outra sinto o teu cheiro no ar, e me lembro de ti. 
Dizem que amor verdadeiro não morre, querido. E que o primeiro também é o último. Mas como tudo isso vai se suceder? Como nos encontraremos de novo? Como a nossa história mal acabada vai recomeçar? Eu não sei, querido.  Perdoe-me meus cegos olhos através desses anos. Perdoe-me quando não fui capaz de vê-lo com outros olhos. Eu admito: a culpa inicial foi minha. Minha por fazer-te esperar tanto tempo até meu coração acordar e ver-te. E quando isso finalmente aconteceu, já estávamos tão perdidos… Tão perdidos que não soubemos fazer o nosso amor acontecer. Parecia magia, com um toque de veneno. E depois daquilo, daquela tarde que fizeste carinho em meu braço, as coisas foram se perdendo aos poucos. E eu não tive coragem suficiente para impedir que nos perdêssemos ainda mais. E então nos perdemos de nós mesmos. E ainda não nos encontramos. 
Ah, querido… Me lembro quando falastes comigo pela última vez. Parecias tão entusiasmado, mas de repente se calou, e eu não disse mais nada. E continuo não dizendo. 
Até hoje, quando vejo filmes de terror, sinto falta de você segurando a minha mão. Só porquê tenho medo e insisto em cobrir os meus olhos. E não há mais ninguém para fazer isso. Ninguém mais consegue me passar aquela segurança, ninguém mais consegue me fazer assistir à todas as cenas de olhos abertos.
Queria poder te dizer que não consigo te encaixar na categoria “velhos amores”, pois aqui dentro de mim te sinto tão recente. Parece que foi ontem que te conheci… E já faz mais que bons dez anos.
Honestamente eu espero que um dia encontremos o caminho de volta para nós mesmos, para que possamos dar continuidade ao que mal começou, e mal terminou.  Você sabe, serei sempre sua sua. Espero que continues sendo sempre meu.
Te guardo seu eterno amor.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Típico garoto

Porquê você é aquele típico garoto que gosta de rock. Que ainda não encontrou seu lugar no mundo, que se sente perdido e sozinho. Mas que tem alguns ideais e algumas certezas que não troca por nada. Que é cabeça dura, mas que tem aquele lado compreensivo (e que diz o certo na hora certa) que compensa. Aquele garoto que ninguém dá muito à primeira vista, mas quando conhece, é impossível não se apaixonar. E que, talvez, seja considerado estranho. Mas não tem problema, eu sempre gostei de garotos estranhos. E com você não seria diferente. Pouco tempo depois me vi imaginando se a sua mão quadrada se encaixaria na minha - não tão quadrada. Me vi ouvindo aquela banda que você "cantava" - e pior, me vi gostando dela. Agora quando ouço certa música, me vem você à mente. Mesmo que de longe e desfocado, mas vem. Não sei como você se enraizou aqui dentro, mas sei que se enraizou. Porque nem de jeito ou maneira consigo te tirar de mim, não totalmente. Mesmo que agora só me reste perdão e amor por ti. E alguma dorzinha aguda no fundo do peito, pra não esquecer que você não é mais presente. Que se fez passado, e que não quer futuro. E então tento me contentar com o que existiu, e que aos poucos vou me lembrando vagamente, porque tudo vai se perdendo e se desfazendo. Quem diria, garoto, que você viraria a minha vida em trezentos e sessenta graus, e me devolveria ao ponto de início: um mero conhecido desconhecido. Mas antes não havia qualquer história, e agora há. E eu a remoo toda vez que lembro que você se fez passado. E o que resta de ti é apenas aquela música. Aquela música que não esqueço.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Paredes brancas

Mal eram seis da manhã, e ainda não havia dormido. Olhava para as paredes brancas de seu quarto, e revivia algumas memórias alheias. Se lembrou de uma em especial.

- Tá com saudade? - Ele perguntava.
- Tô, e você? - Ela dizia relutante, não querendo admitir a falta insuportável que ele fazia.
- Também.

Ela queria que aquele "também" fosse o suficiente para acalentar aquele coração carente. Carente pela falta dele. Mas ela conseguia sentir a frieza na voz dele. Ele não havia feito qualquer esforço para tentar fazer com que suas palavras soassem como verdades. Aquela frieza a matava por dentro.
Mal sabia que aquela frieza estava só por começar.

Parou um momento, não conseguia e não queria digerir mais aquelas memórias. Não precisava remoelas. Não dessa vez. Mas aquelas palavras ecoavam em sua mente, em um vácuo sem fim.

- Por que você não atende?
- Sei lá. Eu gosto de ficar escutando a música que toca.
(Silêncio)
- Mas vai continuar atendendo? - Ela ainda tentava.
- Talvez.

Talvez.... Talvez.

O relógio agora marcava seis em ponto. E ela ainda continuava perdida naquela memória. Naquela memória que não se apagava. Naquele telefonema frio. Aquilo acabava com ela cada vez que lembrava. Cada vez que sentia a maldita falta dele. Cada vez que doía. Cada vez que pensava que um dia ele significara seu mundo. "Trezentos e sessenta graus" - pensou. Trezentos e sessenta graus.

Não, pára.

Quis lembrar das desculpas pedidas sem saber o porquê. Quis lembrar das milhares de desculpas sem intenção. Das milhares de palavras que fizeram sua base. Daquele aconchego que sentia, mesmo de longe. Daquela segurança. Daquela certeza de que ele sempre estaria ali. De quando ele disse que faria o que pudesse.

E agora ele era apenas uma memória. Uma maldita memória que não se apagava. Uma maldita memória que doía. Uma maldita memória que trazia saudade. Uma maldita....

Maldita? Maldita.

Queria acreditar que no fundo ela ainda teria esperanças. De que tudo se revertesse, de que ele mudasse de ideia e voltasse. Mas isso não iria acontecer, e ela sabia. Tentava se convencer de que assim era melhor, se não ficou, era porque era leve demais. E tudo que é leve demais o vento leva.
O único problema era que não havia sido o vento que o levara. Ele, por si só, se fora embora. A deixara. Não olhara pra trás. Não fizera esforço para que ela pensasse que ele ainda estaria ali, mesmo de longe. Não fizera nada.

Malditas paredes brancas daquele quarto. A encheria com outras memórias, com fotos alegres, com cores. Nada que dali por diante a fizesse lembrar dele quando batesse os olhos naquelas paredes brancas. Não teria quase-manhãs como aquela mais. Tudo mudaria. Ele não mais existiria.

Mas a quem ela queria enganar? Ele sempre existiria. Fosse pela dor, fosse pela mudança. Ele sempre iria existir dentro dela.
Mesmo que um dia não chegasse a doer, ele existiria. Existiria porque ela o amou. Existiria porque ele a fez acreditar. Existiria por tê-la cuidado. Existiria por existir. Porque ele existia. Dentro ou fora, ele existiria. Ele ainda existe. E nunca iria embora, não daquele peito. Não daquelas memórias.

Pensou bem.
Deixa as paredes brancas, ela gostava de lembrar.

sábado, 26 de novembro de 2011

Me agarro tão sofregamente à sua memória, porque não quero que sejas uma daquelas coisas que se perdem pra sempre. Que já que fostes embora, de mim não irá. Porque te guardo, te guardo de maneira tão sofrida e intensa e profunda em mim, que não tens como sair. E não quero que saias. Quero que fique, que pelo menos dentro de mim, que fique. Já é doloroso demais te perder uma vez, e não quero perder duas. Eu não deixarei que te percas de mim, sempre que puder, te assombrarei. Só para que não te esqueças, porque eu sei como a sua memória é debilitada. E que, se sentes falta, sentirás triplamente quando eu aparecer. Será quase como um castigo, até que finalmente tenhas aprendido a lição, e se entregue de uma vez por todas e volte. Volte de onde não deverias ter partido. Mas, você sabe, amor. Em mim sempre permanecerás. Até que eu não tenhas mais forças para te segurar dentro de mim tão arduamente, e você parta, também, de dentro de mim. Deixando apenas a lembrança do teu nome.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Toda essa saudade já virou clichê

Não queria dizer, mas não há por que destruir todas as boas lembranças que eu tenho. Mas também não há como lembrar delas sem saudade. Uma saudade que banhou o meu corpo por todos esses meses, e que agora descubro que não poderei secá-la de meu corpo. Que ela continuará nadando sobre minhas veias, sem que eu possa filtrá-la.

Ah, querido. Já virou tão clichê dizer que dói. Que tenho saudade. Que quero que você volte - pra minha vida. Mas é que não há mais nada para ser dito, e isso tudo é tudo o que eu sinto agora.
Quando voltastes, parece que sugou de mim toda força que havia, me viciando mais em ti. Me deixando mais a tua falta. Me matando mais um pouco. E termino de me matar querendo saber o porquê, e você, de longe, não me dizendo. E indo em frente, sumindo ao horizonte.

Tem vez que sinto vontade de esquecer tudo, e não me importar mais. Mas tem outras, que sinto vontade de voltar pra'quele tempo que você ainda era presente aqui, só pra poder te aproveitar mais.
Se soubesse que tudo seria assim, pouco tempo depois, teria dito tanto coisa. Teria feito com que você soubesse de cada palavra que tinha escrito para ti. Cada canção que tentei escrever, mas não consegui. Teria feito com que você soubesse da intensidade do sentimento que houve dentro do meu peito por você, e a sentisse.
Apesar de saber que você não mudaria de ideia, e não arriscaria. Mas eu arriscaria, por você.

Mas somos tão diferentes. Você deixa o mundo te engolir; eu engulo o mundo. E me recuso a digerir. E te vejo afogando nas águas vastas dos oceanos, enquanto, em terra, sento sobre um montinho da mesma. Então eu tento te salvar. Te jogo uma corda, te estendo um pedaço de madeira, te dou a minha mão. Porém você se recusa. Não aceita a minha ajuda. Quer morrer afogado por todas as minhas lembranças e lágrimas, e me diz pra colocar uma pedra em cima até esquecer. Ah querido, se você soubesse... Nem uma montanha seria capaz de me fazer esquecer. Das lembranças, de ti.

Mas você já se afogou, e a ultima coisa que consigo dizer, é que você não vai morrer. Não dentro de mim.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Eu sempre imaginei que um dia te veria. Que um dia iria descobrir se a sua mão quadrada se encaixaria na minha - não tão quadrada. Se o seu abraço seria mesmo o melhor do mundo, como tanto imaginei. Se seria o mais acolhedor de todos, se acabaria de vez com toda essa saudade de você que tenho no peito. Se conseguiria descobrir os teus mistérios olhando em teus olhos. Pensava se você diria alguma coisa inusitada, pela qual eu não estaria esperando. E por quanto tempo eu me perderia ali, no seus braços, tentando fazer com que meu coração não batesse tão rápido dentro do peito e te assustasse. Se você se assustaria com toda a minha intensidade - que muitas vezes escondi -, sem que eu conseguisse disfarçá-la. Me perguntava como você se sentiria quando eu, timidamente, fosse te abraçar.

Eram tantos pensamentos, tantos sonhos, tantas imaginações e ilusões. A maioria delas se perdeu em toda a amargura que existiu, e as poucas que ficaram, não bastam para qualquer coisa que seja.

Mas agora também já é tarde demais.
Você disse adeus."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Eu nunca fui boa com fins - e confesso, nem com começos. Fui feita para os meios. Porque no final é sempre aquilo: ele me deixa uma marca, e eu deixo uma marca nele, talvez não tão profunda como a que ele me deixou. Nele logo some, em mim permanece. Daí tem a saudade, as lembranças. Muitas vezes a dor. Tem a falta. Tem tudo aquilo que torna a maioria dos fins algo ruim. É sempre difícil de aceitar, de digerir. Pra mim nunca foi algo fácil, sempre me importei demais. E consequentemente, sempre doeu mais. Pra quê, atoa... Mas já era, já foi. Ainda tô no processo de digestão. Um dia ela acaba e eu aceito.


Então tem sempre os começos. Todo aquele novo ciclo. Todo aquele medo inicial de algo não dar certo, de te machucar, de doer, de te fazer mal. Comigo, na maioria das vezes, falta a coragem pra prosseguir. Pra ir pro segundo passo, pra esquecer do passado. São tantas marcas de maus começos, que eu desanimo. Prefiro meu cobertor e cappuccino na manhã fria, e filme romântico ou científico na tevê.


É que a realidade por si só desanima. As pessoas desanimam. Ou melhor, as gentes"E não é que neste mundo tem cada vez mais gente e cada vez menos pessoas?" Já dizia Mafalda. Gente sem coração, gente fria, gente que não se importa. E vão criando cada vez mais um legado maior de gentes assim. Até não sobrar nenhuma pessoa pra salvar aquilo que chamávamos de humanidade. E elas - as gentes - não cansam. E as pessoas são machucadas, e ficam que nem eu: com medo de começos, sem conseguir digerir direito os finais. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Eu não quero morrer de esperança

Não tem como ter um fim exato, sem que nem começo teve. Não, não desse jeito que você está pensando. Isto aqui não é sobre uma história de amor, com um fim. Apesar de que meu coração se perdeu entre o meio e o começo dessa história. História, que como história mesmo, não foi tão longa. É estranho dizer assim, dizer que foi isso: curta. Porque pra mim a história ainda ocorre, mesmo sendo em um só coração, em uma só alma. Mas ocorre. É que o fim é tão trágico, tão fantasma, que não dá pra acontecer. Então a história ainda vive, em mim. Talvez tenha sido um erro me agarrar com - quase - todas as forças em você. E talvez seja isso que tenha te feito partir. Ou talvez foi mais que o suficiente; talvez transbordasse. Não importa o motivo, já foi. Acabou pra um dos lados, e não há razão que traga de volta. Razão, pensamento, palavras verdadeiras ou falácias. Quem dera se algum desses te trouxesse de volta. E se voltasse, acredito que me beliscaria de cinco em cinco minutos pra acreditar que era de verdade, e não um sonho. Mas também não sonho com isso, perda de tempo. É vazio saber que não há esperanças que me impeçam de morrer durante essa espera. É perturbador, dolorido, e não cicatriza. Às vezes queria apenas seguir em frente, assim como você. Esquecer de dos dias, das madrugadas, das semanas, palavras. Esquecer de tudo. Só que não consigo, porque apesar de não ser perfeita, minha memória é tudo o que eu tenho nesse momento. E as suas memórias estão dentro da caixinha de lembranças. Tão gastas, de tanto que são relembradas. Só pra não esquecer, e doer mais um pouquinho toda essa saudade. Mas deixa pra lá. Nem toda essa chuva vai lavar essa saudade, como esses relâmpagos também não vai queima-la. E mesmo que o tempo não esteja do meu lado, e mesmo que não adiante deixar de lado, qualquer dia desses eu esqueço. Ou você volta. O mundo e a vida dão voltas. Só que eu não vou esperar, porque esperar corrói, e mata por dentro. E eu não quero morrer de esperança.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Anjo meu.

Queria dizer algo à você, mas momentaneamente parece que já disse - escrevi - tudo o que queria dizer. Mas às vezes bate essa saudade, essa saudade daquele tempo em que te tinha tão perto de mim. Daquele tempo em que você era tudo o que eu precisava. De quando você era a minha cura, sem ser o veneno. De quando você me cuidava, mesmo sem saber. Era tão maravilhoso. Você é maravilhoso, e espero de coração que saibas disso. Pensando bem, saudade passa longe de ser a palavra que se encaixa para o que eu sinto. Eu sei que parte de todo aquele amor que eu sentia se perdeu, mas também sei que algo ainda existe aqui dentro. E é um dos sentimentos mais especiais que já senti. É um carinho tão grande, por quem talvez sequer lembre de mim. Mas existe aqui dentro, e adora pulsar. Vira e mexe eu te tenho em meus sonhos e pensamentos; vira e mexe sinto essa vontade enorme de te ver. Queria tanto te dizer que você é o meu anjo da guarda, e que sinto sua falta. Queria poder te olhar nos olhos, e te fazer sentir todo esse sentimento especial que há por ti aqui dentro, por mais estranho que possa ser pra você. Mas não posso, por causa de toda essa distância. Outra coisa também não morre aqui dentro: a esperança de te ver de novo. E sei que, por mais que se passem décadas, eu ainda vou te ver novamente, e poder te dizer olhando nos olhos tudo o que eu não posso agora. Principalmente que você é o meu anjo da guarda, tão especial e sem asas. Mesmo não sendo um anjo quebrado. É simplesmente o meu anjo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ah, amor....

Ah, amor. Sua falta me dói tanto. Me consome tanto, me mata tanto. Tanto, tanto. Eu não sei porquê estou deixando tudo isso me consumir, por que to me entregando assim, de bandeja, pra toda essa saudade. Penso que já cansei, amor. Já cansei de lutar tanto contra essa saudade, contra essa falta que tanto me consome. Já cansei de lutar contra você, de dizer não. Agora pro que vier, eu digo sim. Só que não vem nada, amor. Você não vem. Nunca vem. E eu fico aqui, esperando, empoeirando, tentando não cansar e não desistir. Tentando me manter firme, com uma esperança longínqua de que você vai voltar. Mas eu sei que não vai, e te espero em vão. Eu sei que tudo o que vivi ao seu lado não vai se repetir. Que você não vai mais cuidar de mim, amor. Eu sei. Que não vai ter mais você pra me fazer rir. Que não vai ter você pra me acalmar. Eu não vou poder te acalmar, te cuidar, também. E eu queria, amor. Queria te acalentar, te abraçar, te mimar.

Ah, amor... Escrevo tudo isso com tantos pensamentos, com tantas lágrimas ainda guardadas, com tantos suspiros. É que só você, amor. Só você. Só você pra todas aquelas lembranças. Pra todos aqueles apelidos. Pra todas aquelas piadas. Só você. E por ser só você, que me dói. E dá medo, amor. De não encontrar mais ninguém que chegue ao teu alcance, ou que, por ventura, possa te superar. Dá medo que mais ninguém consiga fazer com que eu sorria, do jeito que você conseguia. Do jeito que me cuidava. Do jeito que me fazia sonhar. Mais ninguém, amor. Dá tanto medo.

Mas é verdade, amor. Eu não quero que alguém algum dia tire o seu lugar. Eu só queria que você voltasse. Voltasse e fizesse como era antes. Mas não precisa ser igual. Quem sabe melhor.
Só que você já foi, amor. Entrou numa espaçonave e foi pra outra dimensão. Quando eu só queria te embalar e te abraçar. Pra nunca mais te soltar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu não sei. Eu não sei de mais nada, essa é a verdade. Seria elogio dizer que “me sinto mais perdida que cego em tiroteio”, porque passa longe. Todo dia é a mesma situação, eu não sei mais o que fazer, por onde começar. Mas o pior disso tudo é a falta de vontade de consertar o meu todo, o meu mundo. Falta toda a vontade que eu encontrava naquela companhia. Naquele abrigo. Naquele “quase-meu”. Não é pela saudade, é pela falta. Não, é pela saudade também. Pela saudade, pela falta, pelo… pelo… pelo todo. Porque todo pedaço de caminho, me leva pra’quele todo. E agora toda essa falta de sentido. Mas eu sei que não é isso que anda me derrubando. A vida por si só, sim, talvez. E acaba sendo só mais um empurrãozinho isso tudo. Mais uma peça pro quebra-cabeça. Ou melhor, mais uma peça faltando no quebra-cabeça. Acostumar a viver sem, é difícil mas se torna fácil quando se aprende. O problema é a vontade de querer. E essa é outra falta. Eu não quero. E essa marca permanente é um problema, porque sempre agoniza aqui dentro pra ser lembrada. Então eu nunca esqueço. Eu não esqueço de você, amor. Nunca uma mera lembrança, um mero passado. Nunca. Já tentei lhe dizer, tem algo aqui dentro que é especial, e tem teu nome. Mas adora me fazer mal. Adora doer. E dói. E lágrimas caem, e eu digo não. Totalmente em vão. Mas eu tento dizer. Mas então o que é especial aqui dentro, diz sim. E eu me entrego, e não consigo resistir. Depois pra lidar com tudo isso que é difícil. Não chega a ser como quando começamos a aprender a andar, ou falar, ou a ler. Chega a ser um tormento. Acordar, saber que consigo sem você, mas que não quero porque faz falta. Traz saudade. E ainda embrulhada com um laço em cima. Pra quê… Não muda em nada. Falta é falta. Saudade é saudade. E quando não se pode curar essas dores… Ai dói mais. É como se fosse o Osama Bin Laden no onze de setembro. Terroristas. Sempre fiéis terroristas; nunca falham. E o pior é quando acendem às luzes, e te vejo ali, sentando na penúltima fileira assistindo à minha peça. E penso que sequer veio me salvar quando minhas torres gêmeas foram atingidas. Ah, amor, e isso me dói. Saber que você viu a peça, e sequer aplaudiu. Sequer se comoveu. Sequer me viu. Sequer lembrou. Então me dá vontade de correr pra você, e te sacudir pedindo: “Lembra! Lembra daqueles dias, lembra daquelas palavras!” Mas quando pisco, você já não está mais ali. E a única coisa que me deixou, foi um adeus em um papel amassado e jogado no chão, com o meu nome no destinatário. Logo me sento e fecho os olhos, impedindo que as últimas-e-novas-lágrimas caiam, enquanto você termina de me atingir e as minhas torres vão se acabando no chão.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A ultima carta: Adeus.

Dessa vez eu prometo pra mim mesma ser a última carta; ser o adeus. Aquela carta que tanto queria escrever, mas que não conseguia, que não tinha coragem. Aquele adeus tanto guardado no fundo da gaveta, que não conseguia tirar. Até ele sair por si só. Quero dizer, quase por si só. Já é tarde demais pra me arrepender de todo o tempo que eu perdi, de ter me deixado levar, de ter me importado. Não tem como reverter o passado. Não tem como fazer com que toda a dor que eu senti, desapareça. Porque, em resquícios, ela ainda existe em mim. E o incrível é saber que pra você isso não existia. Que foi como se você tivesse dado pause, e quando quisesse voltar era só dar play, que tudo estaria exatamente como deixou. Pelo visto não fui a única pessoa iludida nessa história. Passado a gente não muda, nem desfaz, nem refaz. Uma vez machucada, sempre machucada. Sempre haverá aquela cicatriz, daqueles meses, por causa daquela pessoa. Mentir só piora, só faz ter raiva. E causa angustia. E quando tudo passa, fica aquele vazio, cheio de angustia. De rancor, talvez até de ódio. O tempo passa, meu caro ex amigo. Você já deveria saber que nada acontece duas vezes do mesmo jeito. Quando se encerra uma etapa, a outra vai ser diferente. Muitas vezes mais difícil, e muitas vezes essa segunda etapa sequer existe. Como com a gente. Talvez eu continue sentindo falta, às vezes. Mas pelo menos dessa vez eu vou saber que é melhor assim. Chega de gente que não dá a mínima, do meu lado. Que não faz a metade do que eu faço. Que segue a vida sem se lembrar de quem existiu nela, num passado tão recente. E se importando, não há como fazer isso. Como toda a confiança que existiu, e que agora não existe mais. Não consigo acreditar mais em você, em uma palavra que disse. Tudo se perdeu, e agora somos dois estranhos. Dois estranhos com uma história. Queria que soubesse que tudo poderia ser diferente. Que a próxima etapa, poderia existir. E talvez nem fosse próxima, fosse a mesma. Mas você preferiu fazer de outro jeito. Você preferiu encerrar essa fase sozinho, sem avisar, sem que eu sequer tivesse a chance de dizer adeus. Você preferiu mentir, sumir, fugir e fingir. E tudo isso só fez com que se criasse cicatrizes. E que essas cicatrizes sangrassem. E agora esse vazio, depois de tudo que aconteceu, me angustia. Angustiava, devo dizer. Mas agora, depois de tantos meses, o adeus finalmente foi dito. E como diz aquela música:“Tudo vai passar quando eu disser adeus”. Então não existirá mais nada. As lembranças vão se perder no tempo, como há algum tempo já acontece. E depois de tudo isso, fica a lição aprendida: nada é o que parece. E eu já deveria saber que você não seria uma exceção.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Não volta

Tudo que eu tenho pra te dizer, é: não volta. Não volta. De jeito nenhum. Continua desse jeito, continua sem lembrar, continua sem aparecer. Já fez doer muito aqui dentro, e eu não quero que doa mais. Ainda mais pra ti sendo apenas uma diversão sem importância. Então não volta. Não volta porque dói. Não volta porque eu lembro. Não volta porque traz tudo de volta. Fica onde tá, esquece daqui. Não lembra não. Eu já aprendi a me cuidar sozinha, eu já consegui caminhar de novo sem você. Não me quebra de novo não, porque apesar de tudo ainda sou de porcelana. Eu ainda quebro - quero dizer, ainda há partes para se quebrar. Deixa elas inteiras. Deixa que apareçam pessoas que realmente querem fazer meu bem, e que não doam. Então me deixa. Não volta. Esquece, e não lembra.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Deixa pra lá

Acordou logo no começo da manhã. Não tinha um primeiro pensamento, era apenas a primeira coisa que visse. Ou talvez nem isso. Talvez no banho quente, da manhã fria, lembrou de alguma coisa que não foi feita ontem à noite, e era pra já. É. Coisas mundanas. Se via um ou outro livro pela casa. A tevê não era ligada há séculos, e não se sabe exatamente porquê. Vai ver é porque tinha estragado, ou já nem valia mais à pena. Ah... Hoje em dia os programas só passam desgraças, coisas que se vê do outro lado da rua. Não é preciso de programa de televisão pra enfatizar o rumo do mundo. Queria arrumar um jeito de consertá-lo, mas não sabia como, nem por onde começar. Se trocava, fazia café. Lia o jornal, nada de interessante. Nem mesmo na seção de piadas. Pois é. Acho que ela perdeu a graça, o senso de humor. Quiçá a vida. Vai ver tinha virado apenas uma casca com conteúdo. Um fantasma ainda vivo. Não tinha definição. Era totalmente e exatamente sem definição.

Andava nas ruas. Chegava no trabalho. Cadê? Pra quê? Quem? Ah. Acabava, era apenas isso. Algumas palavras por dizer, pra não perder o contato. Só o necessário. Parecia aquelas charadas que não tem resposta, um mistério sem solução. E como tais, a muito desistiram de encontrar as soluções e respostas. Ela já nem ligava. Tinha seu mundo, e isso bastava. Mal se entendia, que dirá os outros a entenderem. Deixa pra lá, esquece isso. Nem era necessário pensar, já sabia. Pega uma xícara de café, admira a vista mais uma vez na semana. Não se cansava nunca, era a única coisa que embelezava aqueles olhos. Mas era só aquilo, dificilmente via beleza em mais alguma coisa. Ou em alguém. Apesar de querer salvar o mundo, já não acreditava nos seres humanos. Os mal feitores, de sempre à sempre. Chega.

Já era noite. E invés de céu estrelado e noite serena, tinha chuva e umidez. Filme, edredon e chocolate quente? Deixa pra lá. Isso é pros amantes. Pega um bom livro e relê. Decora mais uma vez aquela página... 47 não é? A que tinha aquelas frases que você ama, e não se cansa de ler. Só pra relembrar, pensava. Mas não era, queria manter viva a faísca em si que ainda acreditava no amor. Mas relutava e não queria admiti-lo. Não queria voltar a amar. Não queria voltar a ver beleza e cor em um mundo tão cinza e tão destruído. Já tá no fim, agora não adianta mais. Volta à página. Mas não tenta de novo.

Colocou o livro do lado, naquela enorme cama de casal. Pegou um casaco, vestiu, e se aproximou da janela. Ficou vendo - e talvez admirando - a chuva. Chuva, chuva, chuva... Lava essas ruas. Lava essas pessoas, tira o ruim de dentro delas, deixa só o bom. Quem sabe assim o mundo anda novamente. Pensava. Um pouco de esperança não fazia mal. Na medida certa, e só. Sentou na cama, olhou pro nada. Mas não pensou. Deixou a mente vagar no vazio, atoa, pra nada. Pra quê? Pra nada. Acorda do transe menina, o telefone tá tocando.

- Alô? Oi mãe. Tô bem. Comi. Ahã, pode deixar. Tá bom. Amanhã passo aí. Boa noite, dorme bem. Vou me cobrir. Tchau.

Olho pro nada mais uma vez. Mas não havia nada para pensar, sequer achar. Deixa pra lá. Deitou na cama, dormiu. Horas depois o despertador tocou. Quê? Perguntou pro nada. Olhou as horas. Eram horas iguais. Pra quê? Dá na mesma. O dia já amanheceu.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vontade de café

É que sei lá. Deu vontade de café às quase cinco da manhã. Café pra quem passou a noite inteira acordado, noite de inverno. Fria, fria. E cadê aquele amor pra esquentar? Não, amor não. Amor machuca mais que esquenta. Medo do amor, assumo. Passei a madrugada toda ocupada pra não pensar no assunto. Confesso estar evitando, lutando contra, e tentando ao máximo não escrever sobre. É apenas uma maneira de dizer: não. Dessa vez não. Chega Tempo, passa rápido. Leva embora o que tá querendo crescer aqui dentro. E traz café pra esquentar. Café esquenta sem machucar, sem doer, sem criar cicatrizes. Então traz café. Mas por favor, sem mais memórias. Estou farta de nostalgia, e já a tenho como maldita. É passado Tempo, você mesmo ensina isso. Então deixa passar e não traz de volta. Nem passado, e nem futuro. Me deixa no presente, eu quero o presente. Me deixa viver sem ter com o quê preocupar. Me deixa viver sem perder noites de sono (como essa) pensando no assunto, ou então o evitando. Me deixa. Não há nada que me faça inteiramente bem por agora, sem pelo menos causar agonia. Então me deixa. Só traz café. Documentários, livros que não falem sobre o amor. Eu ainda acredito, Tempo. Só não quero agora, nem amanhã e nem depois de amanhã. Olha tempo, o dia já amanheceu. O café tá pronto. O frio foi embora. Não há porquê se preocupar.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aquela vida

O pior de tudo é saber que aquela vida continua. E continua sem você. Não que eu preferia que essa vida houvesse se tornado morte, mas é que não é fácil lidar com tudo aquilo. Refazer a sua rotina, seus caminhos, enquanto a outra está totalmente tranquila. Sem um pingo de culpa, ou sequer receosa como você está. E então aquela vida continua. Continua saindo por aí e podendo sorrir à estranhos, talvez até conhecer algum deles. Você passa seu tempo imaginando como aquela vida poderia ter passado o dia, e morre por dentro se perguntando se um  novo alguém agora tem toda aquela atenção que você costumava ter. E, como já disse, isso definitivamente não é fácil. Ambas são vidas. Uma se importa, a outra já não lembra. Ou lembra, mas não se importa. E todas aquelas perguntas? Aquelas perguntas tão agonizantes, que te fazem perder o sono à noite, tentando encontrar sem sucesso uma resposta, pra pelo menos, uma delas. Mas você não encontra nenhuma pista. E pode ser que haja alguma resposta, mas você nunca irá encontrá-la. Ou pelo menos não tão cedo, afinal, já não existe o que existia antes: contato. Pelo menos direto, e satisfatório. Na verdade tudo é insatisfatório. Você chama aquela vida de maldita. Três vezes. Mas por dentro não deseja que passe pelo que você está passando por ela. Recomeçar do zero poderia ser tão fácil como dizem. Encontrar alguém então, que tampe o buraco deixado? Rá, deveria ser mole. Enquanto isso você pensa que só pode ser um puzzle incompleto, aqueles de infância sabe? Que sempre faltavam uma peça. E aquela vida era a peça. Literalmente "A" peça. A que fazia seu puzzle completo, e te dava orgulho por ter, finalmente, encontrado a peça que faltava. Por ser completa. Mas era ilusão, e aquela vida não era a sua peça final. E durante a vida você percebe isso, que sempre irão aparecer várias peças que se parecerão com a sua peça final. Mas deixa o final, pro final. Aquela vida era só mais uma alma fria.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eu entendo como minhas vontades e sentimentos são contraditórios. Eu sei que me isolo quando não estou tão bem, e que quando perguntam o que eu tenho, eu geralmente escondo e guardo até não aguentar mais. É que eu gostaria que percebessem, invés de eu ter de falar. Eu gostaria de perceber que, quando perguntam, é porque querem verdadeiramente saber e ajudar, e não saber só por saber. Eu sei que tem gente que se importa, mas é que às vezes não parece... Eu queria que fossem como eu - ou melhor, como eu era... -, que guardassem suas dores, suas preocupações, e dessem atenção ao meu problema. Eu sei, egoísmo. Puro egoísmo.  Mas é tão bom se sentir importante pra alguém, ao ponto dessa pessoa deixar tudo de lado por você. É bom saber e sentir que não está sozinho, e não só saber. É bom sentir e poder dizer que é verdadeiro.

Me sinto tão perdida, e com tantos medos... Queria que alguém pudesse enxergar através da minha alma, e pudesse sentir isso. E que não apenas vissem superficialmente e passassem tão longe ao dizer o que eu realmente sinto.

... Mas te acalma pequena... Amanhã é outro dia, e logo você se esquece disso. De novo.