quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Flowers

I love flowers and I love you. I love how flowers are so beautiful, and make things beautiful; I love how you make me happy, and how everything's better for me when you're by my side. I admit, I don't understand why people love so much the smell of flowers, but I like to think that I understand your fears. I can't describe what I feel when I look to the rose that I grabbed from the garden yesterday, but it's something so admirable: the rose itself and its beauty, and in the same way, I can't really describe exactly what I feel for you. But I know that it's something strong, big, beautiful. And, so like the rose, admirable: because it's for you.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Encontros

Outro dia, ao te ver na porta do seu prédio como muitas outras vezes, me peguei imaginando sem perceber qual seria a sensação e o efeito de te abraçar. Algo na blusa que você estava usando era muito convidativo. E, enquanto passava, você ficava ali, sem se mover, apenas olhando.

Às vezes fico pensando em nossos casuais encontros, e como parece que o Universo os orquestra perfeitamente. Por vezes, eles não aconteceriam caso eu me atrasasse por alguns minutos - até segundos as vezes -, e o mesmo aconteceria com você. Qualquer imprevisto: ter esquecido as chaves de casa, o tênis desamarrar, o telefone de casa tocar antes de sair e a ligação ser pra você. Em alguns casos, você aparece mesmo alguns instantes depois de eu ter pensando em você. Assim, do nada. Quase como mágica.

Chega a ser curioso e um pouco misterioso tudo isso, e acabo elevando minhas esperanças. Pois, por qual motivo o Universo estaria tendo todo esse trabalho? Deve ser algo pra ser. Tantos encontros assim, tão bem orquestrados, não podem ser mera coincidência. E, se algum dia chegar a descobrir que sim, foram mera coincidência, tenho que te dizer: nunca tive tantas e tantas coincidências tão agradáveis desse jeito com outra pessoa.

Vai ver, talvez seja apenas o Universo jogando no meu time, me dizendo para não deixar de lado, para não esquecer aquele algo especial que eu vi em você e que até hoje não sei dizer o que é. Vai ver, ele também te quer no meu time. Vai ver, eu tenho algo para aprender com você, algo que seja necessário no futuro.

São tantas suposições, e, no final do dia, elas são só isso mesmo: suposições, teorias, esperança, enquanto eu não descubro a verdade. Mas, se tem duas coisas que descobri e percebi durante esse tempo, é que eu adoro esses nossos encontros casuais, e não é nem um pouco difícil escrever sobre você.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Desencontros

Esses nossos desencontros andam me causando agonia, e tudo o que acabo pensando são aviões. Aviões sem destino, viagens e aventuras em qualquer lugar que eu não conheça. Em algum lugar em que eu talvez possa te encontrar, em algum lugar onde as coisas possam ser diferentes. Onde não haja indiferença, só o calor da sua voz. Onde eu possa adormecer em teus braços e me sentir tranquila e segura. Onde possa ser apenas eu e você. Nós.

Mas não acredito que exista algum lugar assim para nós, ainda. E mesmo assim me vejo tentada à embarcar em algum avião qualquer e procurar. Procurar por qualquer pista de que tudo isso não é em vão. Uma pista que me faça acreditar, recuperar a fé em nós dois que ando perdendo. Algo em que eu possa depositar toda a minha esperança, sabendo que ela não se quebrará. Alguma história que me faça acreditar que o amor realmente existe, e que está por aí. Por aqui. Que o que sinto pode ser real, verdadeiro, e que possa durar por toda uma vida. A minha.

Se todos esses anos não tivessem passado, se eles não tivessem existido, seria tão mais fácil de me provar o contrário. Mas agora estou tentada à acreditar, a sentir, a querer provar o gosto de algo tão real, tão único. E você é o culpado de tudo isso. Não por me despertar tal sentimento, mas por me fazer querer acreditar e ir além. Quebrar todas as barreiras, atravessar todos os oceanos. Viajar entre mundos, se fosse possível. Ir até o infinito.

Não sei exatamente como, mas sei que tudo mudou no momento em que o vi apagar aquela linha que eu acreditava nos separar. E à partir daquele momento eu nunca mais fui a mesma.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Uma última vez

Esquece os últimos meses. Esquece o nosso passado. Apenas diga que sim e entre nesse carro. Embarque nesse viagem. Quero fugir daqui com você, por pelo menos uma última noite. Não precisamos admitir nossos erros, nem falar dos nossos acertos. Finge que a gente vai começar do zero, mas se lembre, como eu, que também terminamos tudo nessa noite. É a última vez.

Então fecha os olhos, mas não imagine um futuro. Aproveite comigo esse presente. Deixa eu te mostrar, pela última vez, as constelações que conheço. Te contar das coisas que gosto. E, se dessa vez você também não quiser dizer ou contar nada, tudo bem. Vou entender o seu silêncio, sem tentar preenchê-lo desesperadamente, e tentarei apreciá-lo. Mas vem.

É a última vez que te peço algo, não me deixa na mão. Deixa eu fazer essa noite contigo tudo aquilo que sonhei pra nós dois. Deixa eu realizar meus sonhos ao seu lado, mesmo que eles durem apenas uma noite. Deixa eu fingir que essa noite não vai ter fim, e, quando o sol nascer, assisti-lo em seus braços. Apenas mais uma vez. Vem?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cicatrizes

Hoje passei pelo lugar que costumava ser o nosso cantinho. Reparei que lá agora há algumas mini árvores, que há novas pichações, há mais cor. Parece tanto tempo, anos atrás, que acontecemos. Mas na verdade foram só alguns meses atrás, e mesmo assim nossas memórias estão distantes. E nós estamos tão perto. E não nos pertencemos mais.

Sempre imagino se você agora leva outras garotas para lá, ou se aquele lugar agora é imaculado. Se você passa por ali vez ou outra para cortar caminho para ir pra casa, e esbarra com as nossas memórias. Se lembra, se sente falta. Se pensa como estaríamos hoje em dia, caso tivéssemos durado. Como seríamos.
Confesso que evito pensar em tudo isso, evito lembrar daqueles momentos. Não para evitar que a dor apareça, pois essa nunca existiu, mas sim para que a nostalgia não me encontre. Sabe, sempre fui uma pessoa muito nostálgica.

Tento não te encontrar por aí. Não sei como agir perto de você, ainda mais com todo esse clima estranho que ficou entre nós dois. Talvez, um dia, quando tudo isso passar, possamos ser amigos. Ou talvez não, talvez é melhor que mantenhamos essa distância. Vai ver ela é a única coisa que nos prende. Juntos ou separados, não importa. A vida seguiu e seguimos com ela. Voltamos para o nossos cantos, nossas vidas, nossas coisas.

Fomos como uma colisão de dois carros em alta velocidade. Rápido e trágico. Mas, talvez, com certa beleza. A foto tirada no momento exato. E depois, no momento seguinte, tudo já tinha passado e acontecido. Não existia mais. Deixando ferimentos e fraturas, que com o tempo sararam. Só restando as cicatrizes.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Não era você

Faz tanto tempo e eu ainda me lembro daqueles dias, anos atrás. Daquela necessidade de ter o seu corpo junto ao meu, de segurar a sua a mão, de te ter o mais perto possível. E quando chegava a noite, poder dormir do seu lado, a sua mão junto da minha. E pensar que eu relutei tanto, e não queria você. Mas você me fez mudar de ideia em apenas uma noite, e depois disso eu me apaixonei.

Ainda me lembro daquele dia na praia, sentados perto do farol assistindo o sol se pôr. E aquelas músicas que gravaram a nossa viagem ainda me fazem relembrá-la cada vez que as escuto. Tudo aquilo acabou marcando, mesmo sem querer, mesmo não durando tanto. Pude terminar e começar um ano ao seu lado, de um jeito especial no meio de toda aquela confusão que havia naquele momento.

Era incrível como o meu corpo ficava fraco quando você estava por perto. E toda aquela necessidade, eu nunca tinha sentido coisa parecida antes. Tinha aquele gostinho de proibido, de perigoso, de aventura. De quero mais, e de não poder ter a todo momento. Éramos 'nós' escondidos, pelos cantos, no escuro. E nossos nós não eram mais do que laços simples, que fazíamos e desfazíamos a todo momento. Mas não éramos totalmente um segredo. Éramos apenas uma aventura efêmera.

Acredito que cada paixão que a gente sente e vive é especial. São únicas. E apesar de toda a beleza daquela paixão fugaz e daqueles momentos, não era você. Não foi você quem eu amei, não era você o tal. Mas não vou dizer que foi mais um. O que eu vivi ali, com você, foi único. Porém eu ainda tenho muita estrada pela frente.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Estrelas e pessoas.

A vida na terra não é assim tão diferente da vida lá fora, no universo. Quando uma estrela morre, ela continua brilhando por milhões (e as vezes bilhões) de anos. Porém, efetivamente, aos poucos seu brilho vai diminuindo com o passar de tantos (milhares) de anos. Mas continua existindo. Não é tão difícil encontrar exemplo semelhante bem aqui, na terra.

De um modo mais metafórico, é a mesma coisa quando perdemos algum parente, amigo, em geral alguma pessoa especial. O brilho dessa pessoa na vida de quem a perdeu continua existindo, mesmo ela não estando mais lá. As memórias continuam no coração das pessoas. E a dor também. Mas com o passar do tempo, pelo menos por alguma parte de tempo, tudo isso diminui. A dor não dói tanto, as memórias não são mais tão frequentemente relembradas. E o brilho que existiu, quando ela estava viva, continua lá, não importa o quê. Pois, como as estrelas no universo, essas pessoas existiram. E por mais que não existam mais, o brilho delas continua emitindo luz, por vários e vários anos. Não podemos nunca apagar a existência desses seres (humanos ou astrofísicos).

Perder algo nunca é fácil. Seja um objeto muito estimado, um animal de estimação, uma pessoa querida. Nunca é fácil lidar com perdas tão especiais. E há sempre maneiras novas que inventamos para podermos ultrapassar essas fases tão ruins das nossas vidas. É inevitável. A morte pertence à vida do mesmo jeito que a vida pertence à vida. O eterno ciclo.

Enxergando as coisas desse jeito, fica fácil de entender o porquê de quando algumas pessoas morrem, dizem que elas viram estrelas no céu. Pois não importa o motivo, o brilho delas sempre existirá.