quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

I know you are my home. You are where my heart is. But, sometimes, it’s not easy to go home. Sometimes we have to go in directions that’s not the right one, or the longest way, because the short one is not avaliable at the moment. Sometimes it takes time. Not because we want to, but because it’s not the time yet.
I’m sure of what I feel. I know that in the end of this path, regardless of what might happen, you still will be my home, my heart, where I wanna be. It’s you, and will always be.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

The day I decided to leave,
I cried like I wanted to fill up an ocean
because I knew how much that would hurt me

and how much I would miss you.
And even knowing there was no going back 
after that point, in the end, 

all I wanted was for you to ask me
to stay. 
Even though I couldn’t.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Sentimentos de final de ano

Mais um ano que se vai, e com isso vem a infalível retrospectiva do ano, as memórias do que se viveu. Vem também aquela sensação vazia de não ter feito nada do que deveria ter feito, de tempo perdido (que você continua perdendo nesse exato momento), de sonhos que parecem estar cada vez mais longe, fugindo, escapando de nossas mãos como areia.

Ter medo do velho senhor a quem chamamos de Tempo é algo que vai além da explicação, e, mesmo assim, há quem tenha. Eu, por exemplo. Tenho medo do tempo, de que ele passe rápido demais e eu não consiga fazer tudo o que eu quero, de viajar e conhecer lugares que tanto me fascinam, de aprender tudo o que tenho vontade de aprender, de conhecer todas as pessoas que quero conhecer; de me realizar. Ao mesmo tempo tenho esse medo de que o tempo passe devagar demais, e que o dia de fazer tais coisas nunca chegue. Em suma, tenho medo de uma vida frustrada, a qual o tempo terá o poder de ajudar.

Há quem diga que dezenove primaveras é pouca coisa. Mas do meu ponto de vista é exatamente tudo o que eu vivi. É muito tempo, e os últimos cinco anos passaram tão rápido que mal vi, mal me vi, mal vivi. Foi quase aquele clichê de "piscar os olhos e passou". Desconfio que é daí que vem o medo de que o resto da minha vida passe do mesmo jeito, e como foi, continue: mal viva.

Neste ano que está prestes a se iniciar faço vinte (para ser um pouco óbvia), e a ânsia que existe em mim de alcançar os meus objetivos cresce mais a cada dia que passa. Tem mais fome que qualquer fome de comida, mais sede do que qualquer sede de água. E mesmo assim não os posso alcançar de um dia para outro. Exigem paciência, paciência esta que desaparece em um mar de ansiedade quando o assunto é o futuro. E, mesmo tendo um destino certo e imutável, acabo me perdendo nas curvas da estrada, sem direção e sem que possa entender.

E é assim que se termina mais um ano. Com uma enorme ansiedade e pitadas de angústia pelo futuro, assim como boas lembranças, conversas e risadas de um passado que, por enquanto, ainda é presente.

"O seu espírito parecia ter pressa de viver num breve instante o mesmo que muitos vivem numa existência prolongada." — Charlotte Brontë in Jane Eyre.

domingo, 15 de dezembro de 2013

The end sem o hasta luego

Você era tudo o que eu tinha. Mas, que na realidade, eu não podia ter. Mundos diferentes, mesmo que a linguagem fosse a mesma. A gente sempre se entendeu muito bem, mesmo que houvessem desentendimentos vez em quando e palavras não ditas. Nem tudo é perfeito, nós também não seríamos. Aliás, um nós que na realidade era apenas eu e você.

Dizer que foi uma tragédia seria uma mentira, pois passamos bem longe desse caminho. Porém, nosso caminho sempre foi tortuoso. Sabe como é, sem muitas voltas, ao descer uma montanha, estraga a surpresa da paisagem do mar. E eu sempre gostei dessa surpresa, mesmo sabendo o que iria encontrar. Mas naquele dia, quando finalmente alcançamos a praia, esta estava cinza, sem graça, apagada. Sem beleza. E nós também.

Agora posso te dizer, mas acredito que o fim havia começado bem antes de tudo aquilo. Talvez, bem no comecinho, nos primeiros passos que demos naquele caminho conjunto. E não foi por causa de um tropeço ou buraco na pista, foi por que eu nunca vi os seus olhos brilharem quando eles encontravam os meus. Aquela coisa meio ou completamente clichê mesmo. Eu queria tanto que eles brilhassem. Seu sorriso sempre me fazia esquecer de tudo, até isso.

Mas, agora, me diz. É a sua vez. Por que seus olhos nunca brilhavam ao ver os meus? Por que você também não se surpreendeu naquele dia em que a paisagem do mar não foi satisfatória? Por que você não disse nada e me fez sentir que estava tudo bem até os nossos últimos segundos juntos? Queria tanto que não tivesse sido daquele jeito. Naquele dia horrível, com uma paisagem tão cinza. Vai ver até ajudou no nosso fim.

Ah, o fim. The end sem o hasta luego. Sem emoção, sem lágrimas, e aquele sufoco que esmagava cada pedacinho do meu corpo. E eu ali, tentando dizer que tudo bem, que tudo certo, que entendia, que sim, você tinha que me deixar ir pois era o melhor pra nós dois. Mas era melhor só pra você, e só depois que eu entendi. Melhor mesmo foi pra mim, porque se nem o Sol consegue ter as estrelas, que estão sempre à sua volta, eu de certo não teria você.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Flowers

I love flowers and I love you. I love how flowers are so beautiful, and make things beautiful; I love how you make me happy, and how everything's better for me when you're by my side. I admit, I don't understand why people love so much the smell of flowers, but I like to think that I understand your fears. I can't describe what I feel when I look to the rose that I grabbed from the garden yesterday, but it's something so admirable: the rose itself and its beauty, and in the same way, I can't really describe exactly what I feel for you. But I know that it's something strong, big, beautiful. And, so like the rose, admirable: because it's for you.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Encontros

Outro dia, ao te ver na porta do seu prédio como muitas outras vezes, me peguei imaginando sem perceber qual seria a sensação e o efeito de te abraçar. Algo na blusa que você estava usando era muito convidativo. E, enquanto passava, você ficava ali, sem se mover, apenas olhando.

Às vezes fico pensando em nossos casuais encontros, e como parece que o Universo os orquestra perfeitamente. Por vezes, eles não aconteceriam caso eu me atrasasse por alguns minutos - até segundos as vezes -, e o mesmo aconteceria com você. Qualquer imprevisto: ter esquecido as chaves de casa, o tênis desamarrar, o telefone de casa tocar antes de sair e a ligação ser pra você. Em alguns casos, você aparece mesmo alguns instantes depois de eu ter pensando em você. Assim, do nada. Quase como mágica.

Chega a ser curioso e um pouco misterioso tudo isso, e acabo elevando minhas esperanças. Pois, por qual motivo o Universo estaria tendo todo esse trabalho? Deve ser algo pra ser. Tantos encontros assim, tão bem orquestrados, não podem ser mera coincidência. E, se algum dia chegar a descobrir que sim, foram mera coincidência, tenho que te dizer: nunca tive tantas e tantas coincidências tão agradáveis desse jeito com outra pessoa.

Vai ver, talvez seja apenas o Universo jogando no meu time, me dizendo para não deixar de lado, para não esquecer aquele algo especial que eu vi em você e que até hoje não sei dizer o que é. Vai ver, ele também te quer no meu time. Vai ver, eu tenho algo para aprender com você, algo que seja necessário no futuro.

São tantas suposições, e, no final do dia, elas são só isso mesmo: suposições, teorias, esperança, enquanto eu não descubro a verdade. Mas, se tem duas coisas que descobri e percebi durante esse tempo, é que eu adoro esses nossos encontros casuais, e não é nem um pouco difícil escrever sobre você.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Desencontros

Esses nossos desencontros andam me causando agonia, e tudo o que acabo pensando são aviões. Aviões sem destino, viagens e aventuras em qualquer lugar que eu não conheça. Em algum lugar em que eu talvez possa te encontrar, em algum lugar onde as coisas possam ser diferentes. Onde não haja indiferença, só o calor da sua voz. Onde eu possa adormecer em teus braços e me sentir tranquila e segura. Onde possa ser apenas eu e você. Nós.

Mas não acredito que exista algum lugar assim para nós, ainda. E mesmo assim me vejo tentada à embarcar em algum avião qualquer e procurar. Procurar por qualquer pista de que tudo isso não é em vão. Uma pista que me faça acreditar, recuperar a fé em nós dois que ando perdendo. Algo em que eu possa depositar toda a minha esperança, sabendo que ela não se quebrará. Alguma história que me faça acreditar que o amor realmente existe, e que está por aí. Por aqui. Que o que sinto pode ser real, verdadeiro, e que possa durar por toda uma vida. A minha.

Se todos esses anos não tivessem passado, se eles não tivessem existido, seria tão mais fácil de me provar o contrário. Mas agora estou tentada à acreditar, a sentir, a querer provar o gosto de algo tão real, tão único. E você é o culpado de tudo isso. Não por me despertar tal sentimento, mas por me fazer querer acreditar e ir além. Quebrar todas as barreiras, atravessar todos os oceanos. Viajar entre mundos, se fosse possível. Ir até o infinito.

Não sei exatamente como, mas sei que tudo mudou no momento em que o vi apagar aquela linha que eu acreditava nos separar. E à partir daquele momento eu nunca mais fui a mesma.