quinta-feira, 5 de junho de 2014

Bubbles

I fill myself with love,
a love that I give to you
in portions.
Little by little
each day,
in masked ways.
In a word or a care
my heart involves
all this feelings,
all this love.
But in the end of the day,
I’m still full of love
to give.
Little by little ends up
not being enough.
And now and then
I ache ‘cause you’re
not here,
or I’m not there,
and we’re not close,
physically speaking.
The day ends and
I feel like I’m in a bubble
and you’re outside of it,
but I cannot reach you.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Stay

It’s 5 in the mourning and the sun is almost rising
the birds outside started to sing
and I’m looking at Venus and thinking of
how love can make it difficult for us to give up on
someone.
It hurts less giving up on giving up than
giving up on someone.
I’m thinking of how we are right now,
how I’m afraid you’ll leave again,
even knowing that we’re not that fine 
anymore.
Still, I don’t want you to leave.
I want you to stay.
Stay.
Stay because even not knowing how I feel
about you anymore, we had a great year.
Stay because of that connection I felt with you,
because I think it still exists somewhere between us.
Stay because there were times I thought we were
thinking of the same thing at the same time.
Stay because everytime I hear that song, that lately is kind chasing me, I remind of you.
Stay because when you are by my side everything is better.
Stay because when you’re by my side I try not to be so egocentric.
Stay because I want to take care of you. 
Stay because I want to keep discovering who you are, your layers. 

Stay, because if you go, it will be for the last time,
and I don’t want to lose you.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Sometimes seasons end too soon for us to realize

It was the end of the winter
and we were starting something new.
And as I watch the spring bloom,
I thought that, maybe for the first time,
this was it.
But when I closed my eyes you had already
jumped off our boat.
Today I know I can not blame you,
I was too frightened 
and at some point I would’ve done the same.
You were just the first one to jump.
And this is why I ran away from you
when you were looking for me.
I couldn’t let myself enter in all of that again.
Now I know. 
Sometimes seasons end too soon for us to realize.
As the winter.
As us.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

I know you are my home. You are where my heart is. But, sometimes, it’s not easy to go home. Sometimes we have to go in directions that’s not the right one, or the longest way, because the short one is not avaliable at the moment. Sometimes it takes time. Not because we want to, but because it’s not the time yet.
I’m sure of what I feel. I know that in the end of this path, regardless of what might happen, you still will be my home, my heart, where I wanna be. It’s you, and will always be.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

The day I decided to leave,
I cried like I wanted to fill up an ocean
because I knew how much that would hurt me

and how much I would miss you.
And even knowing there was no going back 
after that point, in the end, 

all I wanted was for you to ask me
to stay. 
Even though I couldn’t.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Sentimentos de final de ano

Mais um ano que se vai, e com isso vem a infalível retrospectiva do ano, as memórias do que se viveu. Vem também aquela sensação vazia de não ter feito nada do que deveria ter feito, de tempo perdido (que você continua perdendo nesse exato momento), de sonhos que parecem estar cada vez mais longe, fugindo, escapando de nossas mãos como areia.

Ter medo do velho senhor a quem chamamos de Tempo é algo que vai além da explicação, e, mesmo assim, há quem tenha. Eu, por exemplo. Tenho medo do tempo, de que ele passe rápido demais e eu não consiga fazer tudo o que eu quero, de viajar e conhecer lugares que tanto me fascinam, de aprender tudo o que tenho vontade de aprender, de conhecer todas as pessoas que quero conhecer; de me realizar. Ao mesmo tempo tenho esse medo de que o tempo passe devagar demais, e que o dia de fazer tais coisas nunca chegue. Em suma, tenho medo de uma vida frustrada, a qual o tempo terá o poder de ajudar.

Há quem diga que dezenove primaveras é pouca coisa. Mas do meu ponto de vista é exatamente tudo o que eu vivi. É muito tempo, e os últimos cinco anos passaram tão rápido que mal vi, mal me vi, mal vivi. Foi quase aquele clichê de "piscar os olhos e passou". Desconfio que é daí que vem o medo de que o resto da minha vida passe do mesmo jeito, e como foi, continue: mal viva.

Neste ano que está prestes a se iniciar faço vinte (para ser um pouco óbvia), e a ânsia que existe em mim de alcançar os meus objetivos cresce mais a cada dia que passa. Tem mais fome que qualquer fome de comida, mais sede do que qualquer sede de água. E mesmo assim não os posso alcançar de um dia para outro. Exigem paciência, paciência esta que desaparece em um mar de ansiedade quando o assunto é o futuro. E, mesmo tendo um destino certo e imutável, acabo me perdendo nas curvas da estrada, sem direção e sem que possa entender.

E é assim que se termina mais um ano. Com uma enorme ansiedade e pitadas de angústia pelo futuro, assim como boas lembranças, conversas e risadas de um passado que, por enquanto, ainda é presente.

"O seu espírito parecia ter pressa de viver num breve instante o mesmo que muitos vivem numa existência prolongada." — Charlotte Brontë in Jane Eyre.

domingo, 15 de dezembro de 2013

The end sem o hasta luego

Você era tudo o que eu tinha. Mas, que na realidade, eu não podia ter. Mundos diferentes, mesmo que a linguagem fosse a mesma. A gente sempre se entendeu muito bem, mesmo que houvessem desentendimentos vez em quando e palavras não ditas. Nem tudo é perfeito, nós também não seríamos. Aliás, um nós que na realidade era apenas eu e você.

Dizer que foi uma tragédia seria uma mentira, pois passamos bem longe desse caminho. Porém, nosso caminho sempre foi tortuoso. Sabe como é, sem muitas voltas, ao descer uma montanha, estraga a surpresa da paisagem do mar. E eu sempre gostei dessa surpresa, mesmo sabendo o que iria encontrar. Mas naquele dia, quando finalmente alcançamos a praia, esta estava cinza, sem graça, apagada. Sem beleza. E nós também.

Agora posso te dizer, mas acredito que o fim havia começado bem antes de tudo aquilo. Talvez, bem no comecinho, nos primeiros passos que demos naquele caminho conjunto. E não foi por causa de um tropeço ou buraco na pista, foi por que eu nunca vi os seus olhos brilharem quando eles encontravam os meus. Aquela coisa meio ou completamente clichê mesmo. Eu queria tanto que eles brilhassem. Seu sorriso sempre me fazia esquecer de tudo, até isso.

Mas, agora, me diz. É a sua vez. Por que seus olhos nunca brilhavam ao ver os meus? Por que você também não se surpreendeu naquele dia em que a paisagem do mar não foi satisfatória? Por que você não disse nada e me fez sentir que estava tudo bem até os nossos últimos segundos juntos? Queria tanto que não tivesse sido daquele jeito. Naquele dia horrível, com uma paisagem tão cinza. Vai ver até ajudou no nosso fim.

Ah, o fim. The end sem o hasta luego. Sem emoção, sem lágrimas, e aquele sufoco que esmagava cada pedacinho do meu corpo. E eu ali, tentando dizer que tudo bem, que tudo certo, que entendia, que sim, você tinha que me deixar ir pois era o melhor pra nós dois. Mas era melhor só pra você, e só depois que eu entendi. Melhor mesmo foi pra mim, porque se nem o Sol consegue ter as estrelas, que estão sempre à sua volta, eu de certo não teria você.