quarta-feira, 10 de agosto de 2011
“Senta-te na areia e deixa a água te molhar. Descobres se és sereia, se és filha do mar. Não tenha medo das pequenas algas, elas irão te guiar. Mas todo mar tem seus segredos, então não se deixes levar. Aproveita-te, e nada com os golfinhos, sem temer os tubarões. Quando a hora certa chegar, o seu coração irá lhe dizer se ali é o lugar certo para estar.”
Filme de terror
Não via mais filme de terror. Não que agora tivesse medo, pois sempre tivera, é que agora não conseguia superá-lo. A falta dele ao lado dela, segurando a sua mão, lhe dando segurança... Ela não tinha mais. Sempre que começava a ver algum filme de terror, olhava para o lado na esperança que ele ali aparecesse como em um sonho, e ao constatar - mesmo que já sabendo - que ele ali não estava, sentia o medo à dominar e desistia de assistir o tal filme. Já não era possível tê-lo ali, e tinha medo de nunca mais sentir aquela presença tão perto.
Apesar dos apesares, ela tinha saudade dele ao seu lado, daquelas tardes. Eram tão crianças... Não esperava que marcaria tanto, que seria inapagável. Não imaginava que a mão dele segurando a dela faria tanta falta... Tanta falta. Necessitava agora daquela segurança que não tinha mais. Era como se aquilo tivesse se tornado um trauma: A falta da presença dele em filmes de terror, ele a impedindo de tampar seus olhos nas cenas assustadoras. (...) E depois de tantas lembranças recordadas, tudo o que ela mais queria naquele momento era ele ali, e um filme de terror.
Apesar dos apesares, ela tinha saudade dele ao seu lado, daquelas tardes. Eram tão crianças... Não esperava que marcaria tanto, que seria inapagável. Não imaginava que a mão dele segurando a dela faria tanta falta... Tanta falta. Necessitava agora daquela segurança que não tinha mais. Era como se aquilo tivesse se tornado um trauma: A falta da presença dele em filmes de terror, ele a impedindo de tampar seus olhos nas cenas assustadoras. (...) E depois de tantas lembranças recordadas, tudo o que ela mais queria naquele momento era ele ali, e um filme de terror.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Ainda te guardo
Olho pra tua foto recente e fecho os olhos lembrando de - quase - exatamente um ano atrás. A ultima vez que te vi. A ultima vez que me senti nervosa pela tua presença perto de mim. A ultima vez que meu olhar cruzou com o teu, e parece tão pouco pra agora, tanto tempo depois. Mas a imagem continua aqui, permanentemente intacta, viva. Não só ela como muitas outras, e dentro delas a vez que te vi pela primeira vez, e ai já se vão quase dois anos. Mas permanece. Como você tem permanecido aqui dentro, e vez ou outra volta. A saudade também ainda existe, domada aqui dentro. Vejo sua foto e suspiro. Queria estar ali, queria estar perto como sempre estive. Ficaria satisfeita apenas com a tua presença, com teu olhar cruzando com o meu. Com meu peito sendo preenchido por qualquer sentimento especial que nascesse. Que fosse, mesmo não tendo sido. É bom sonhar, querer, ter vontade. Eu tenho vontade de você, ainda tenho. Me contenho, parece ser um sonho tão inalcançável e intocável. Mas permaneço o guardando, não o deixando morrer. Quem acredita sempre alcança, ou quase isso. Mas esqueço, deixo estar. Ser for pra ser, será. Hora de voltar pro chão, logo mais volto e te encontro nas nuvens. Te cuida, meu amor.
domingo, 7 de agosto de 2011
Eterna viagem no tempo.
Tive um sonho em que o tempo, de certa forma, não passava. As pessoas não se iam embora, e as lembranças - se não todas, a maioria - ainda eram memoráveis. A paz e a felicidade reinavam: era tão bom se sentir amada, querida. Era tão bom sentir que as pessoas do passado, de um passado um pouco distante, ainda estavam ali. E que não importava o tempo que passasse, ali elas continuariam. Junto à mim, não só mais no coração e nas lembranças.
Um sonho que mais parecia uma viagem no tempo. Viagem no tempo com pessoas do presente. Tão bom, tão especial, tanta calmaria. Não dava pra acreditar, e é, não era real... Talvez seria pedir de mais. E eu peço! Quero que o tempo passe, mas coisas como essas fiquem. Não mudem, que não precisem de mutação. Que pessoas não precisem ir embora, que estejam sempre no presente. Que todos se sintam amados e queridos. Que a vida seja como uma viagem no tempo. Uma eterna viagem no tempo.
Nunca pensei sentir falta de momentos como aqueles. Momentos que de certo ainda não vivi, e também nunca irei - não é mais possível. Nunca imaginei que milhas de distância fariam com que o passado parecesse tão aconchegante e tão tentador - mil vezes melhor que o presente. Nunca soube que sentiria falta de pessoas que já nem lembrava mais, e que, provavelmente, também já não se lembram de mim.
Um sonho que mais parecia uma viagem no tempo. Viagem no tempo com pessoas do presente. Tão bom, tão especial, tanta calmaria. Não dava pra acreditar, e é, não era real... Talvez seria pedir de mais. E eu peço! Quero que o tempo passe, mas coisas como essas fiquem. Não mudem, que não precisem de mutação. Que pessoas não precisem ir embora, que estejam sempre no presente. Que todos se sintam amados e queridos. Que a vida seja como uma viagem no tempo. Uma eterna viagem no tempo.
Nunca pensei sentir falta de momentos como aqueles. Momentos que de certo ainda não vivi, e também nunca irei - não é mais possível. Nunca imaginei que milhas de distância fariam com que o passado parecesse tão aconchegante e tão tentador - mil vezes melhor que o presente. Nunca soube que sentiria falta de pessoas que já nem lembrava mais, e que, provavelmente, também já não se lembram de mim.
sábado, 6 de agosto de 2011
Mania de querer e de te querer.
É mania de querer ser leve, livre, solta. Mania de querer ser doce, mesmo sendo amargura. Mania de querer ser companhia, mesmo sendo solidão. Mania de querer ser ajuda, mesmo não conseguindo me ajudar. Mania de querer e tentar dizer que não, de querer estar mas não sabendo como. Tantas manias de querer. Querer, querer, querer… E ainda quero. Quero ser tua, deitar em seu peito pra ser companhia. Quero teus braços me envolvendo e me prendendo, mas também quero ser livre, e quero que me deixes solta. Não fui feita pra correntes. Mas te quero ali pra quando eu voltar. Não irei te buscar em outros corpos, outros amores. Eu não tenho necessidade disso, tenho apenas necessidade de você. Pra qualquer hora, qualquer lugar. Mas é uma necessidade livre. É que eu não pertenço à um só lugar. Pertenço à vários: lugares desconhecidos, intrigantes e convidativos. Mas meu coração é só teu. Quero que voe comigo na ventania do outono. São minhas manias, meus jeitos, minhas confusões, meus pesares… Consegues entender? Se sim, me digas por favor. Já não me entendo mais debaixo desse cobertor de tantas palavras.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
De onde eu deveria estar
Da janela do meu quarto observo um avião chegar e outro partir. Mas já não me pergunto ou imagino como seriam as coisas se eu não estivesse aqui. Apesar de tudo, de certa forma compreendo um pouco o porquê deu estar aqui hoje. De conhecer quem eu conheci, mesmo que virtualmente. De aprender o que eu aprendi, e de me tornar uma pessoa totalmente diferente. E de amadurecer à força, talvez mais até do que deveria. E aqui estou eu, do jeito que estou. Não tanto satisfeita, porque acredito já ter aprendido o que deveria ter aprendido, e já estou pronta para voltar. Eu não odeio aqui, mas também não amo. Talvez um leve gostar, e pronto. Nada mais. Ainda quero voltar, meu coração ainda pertence ao lugar que morei durante meus quase dezesseis anos. Quer dizer, a maior parte. As outras pertencem à lugares que quero conhecer, e viagens que quero fazer. Mas nenhuma dessas coisas envolve o lugar que estou hoje. Se arrumar as malas fosse o suficiente, já as teria arrumado há muito tempo. Não vou negar, sentirei saudades. Talvez da pouca liberdade, ou sei lá o quê, que eu tive. Ou dessas correntes, não sei ao certo definir, é confuso. Mas não sentirei saudades suficientes para querer ficar. Sabe-se lá onde está o meu futuro, mas tenho comigo que não está aqui. Não sei, não imagino o futuro. Deixa o futuro pro futuro. Apesar de viver do passado, o presente também não me abandona por completo. E o passado está ficando devidamente no passado, carrego comigo agora apenas uma dose saudável de lembranças do passado e só. Quero viver o presente agora. Intensamente.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Bagagem rumo à liberdade
Arrumava a mala… Mas nada de levar velhos amores e paixões na sua bagagem. Não. Isso já não queria mais, levara os por muito tempo dentro dentro dali, agora queria um coração livre, uma bagagem livre. Livre de amor, livre de preocupações. E livre do que mais pudera ser. Queria ser feliz, levando apenas o que importava agora; pouca coisa. Alguns amigos antigos, outros novos amigos. Mas amigos. Com quem sabia que poderia contar de verdade. Levava também alguns livros, seus preferidos. Que mesmo sabendo a história de trás pra frente, gostava de lê-los sempre que podia. Poucas roupas; pela primeira vez levava poucas roupas. Algumas rosas, margaridas, tulipas, cheiro-de-amor; adorava flores. E claro que não poderia faltar o seu caderno de anotações. Pronto.
Olhava para dentro da pequena mala: será que faltava mais alguma coisa? Sempre foi tão esquecida, e ali parecia estar tudo o que precisaria. O essencial.
E mesmo que faltasse alguma coisa… No caminho encontrava. Era sempre bom deixar um espaço vazio pro caso de aparecer algo que quisesse levar consigo. Quem sabe um amor, que ali não estava. Ou talvez um pouquinho de sorte, quem sabe? Deixaria que o destino decidiria por si o que presaria lá na frente. Agora não queria saber de mais nada, apenas da doce liberdade que buscava encontrar.
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