quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Coisas mágicas

Eu costumava achar o pôr-do-sol daqui mais bonito. Mas, ao rever algumas fotos, lembrei de como o pôr-do-sol de lá é inigualável, mesmo sendo o mesmo pôr-do-sol. Havia esquecido de tal beleza, de tal magia. Magia aquela que sentimos poucas vezes durante a vida — poucas coisas despertam tal sentimento. Mas, quer saber? Não devia ser assim. Há tantas coisas tão mágicas por aí, e não nos damos conta de metade delas. Coisas simples, sutis. Uma flor, um luar, um pássaro cantando pela manhã. E quer saber mais? Todas essas coisas me fazem pensar em você. Queria que pudesse ver com os meus olhos, apenas por momentos breves, momentos chaves. Aqueles últimos segundos do pôr-do-sol, quando as estrelas já começam a aparecer. Queria que sentisse com o meu coração, também por breves momentos (porque não sei se te caberia tanta intensidade que, as vezes, transborda), momentos em que as coisas parecem infinitas. E são! Mas essa verdade a maior parte do tempo escapa aos nossos sentidos. Pode ser um infinito breve, em dias. Mas, quem sabe, também pode ser em anos, algumas décadas aqui e ali. E tudo isso faz um sentido tão grande! A magia e a beleza das coisas simples, dos sentimentos bons. De dias ensolarados e também de dias chuvosos, por que não? As vezes, somos tão conscientes de tudo isso que parecemos nos esquecer, deixar todo esse infinito escapar. Deixa eu te dizer, eu não esqueço. Tento apreciar cada momento desses com os olhos bem abertos. Bem alerta a cada detalhe novo, por mais simples que seja, talvez. E faço o mesmo com você. Te enxergo com olhos atentos, carinhosos e apreciantes. Com o coração latente, batendo forte dentro do peito.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Him

I should’ve told you personally.
I wanted to see the look on your face.
I knew you didn’t want me to come.
I knew I didn’t want to come.
But I came.
Somehow, I need it to.
I finally left you behind,
of all those times
I wanted to forget you.
But not like this,
not like me missing words to say,
not like your hug being so cold,
so fast.
Not in a hurry because
I was just leavin’.
You and me have history.
And now I write this
instead of sleeping.
It’s not right.
We are lacking some closure,
some words,
some clarity.
But we were just kids.
I thought I would have
more to say,
but after all these years
there’s nothing left to say.
You followed your own path
I followed mine.
I miss you.
I don’t know exactly what I miss,
But I miss you.
I miss you being around,
here and there.
I miss our strange way of
still being friends
after all that happened.
I miss your jealousy.
I miss your eyes
looking into mine,
intensity.
I miss your presence.
I miss our afternoon movies,
we holding hands,
fear.
I even miss your mom.
I know it’s all just past.
Years and years behind.
Mostly if we count the years
we met.
It’s not dust.
It will never be dust.
I miss you
You and our devious history.
I miss the feeling that used to
tell me we were meant to be.
But we weren’t.
At least not in that time,
at least not now.
I miss you.